MODELO ATÔMICO DE DALTON
A
estrutura da matéria é estudada desde o século V a.C., quando surgiu a primeira
ideia sobre sua constituição. Os filósofos Leucipo e Demócrito afirmavam que a
matéria não poderia ser dividida infinitamente, chegando a uma unidade
indivisível denominada átomo. Essas especulações foram substituídas por modelos
baseados em estudos experimentais após milhares de anos.

O átomo
seria parecido com uma bola de bilhar (Foto: Wikicommons)
Baseado
nas leis ponderais de Lavoisier e Proust, o cientista John Dalton, por volta do
ano de 1808, elaborou sua teoria sobre a matéria, conhecida como teoria atômica
de Dalton. As principais conclusões do modelo atômico de Dalton foram:
➢ A matéria é formada por
partículas extremamente pequenas chamadas átomos;
➢ Os átomos são esferas maciças e indivisíveis;
➢ Os átomos com as mesmas propriedades, constituem um elemento químico;
➢ Elementos diferentes são constituídos por átomos com propriedades diferentes
➢ As reações químicas são rearranjos, união e separação, de átomos.
➢ Os átomos são esferas maciças e indivisíveis;
➢ Os átomos com as mesmas propriedades, constituem um elemento químico;
➢ Elementos diferentes são constituídos por átomos com propriedades diferentes
➢ As reações químicas são rearranjos, união e separação, de átomos.
MODELO
DE THOMSON

Modelo foi
comparado a um pudim de passas (Foto: Wikicommons)
Baseado
em experiências com cargas elétricas, o cientista inglês Joseph John Thomson,
no final do século XIX, concluiu que o átomo não era uma esfera indivisível,
como sugeriu Dalton. A experiência que levou a elaboração desse modelo
consistiu na emissão de raios catódicos, onde as partículas negativas eram
atraídas pelo polo positivo de um campo elétrico externo. Essas partículas
negativas foram chamadas de elétrons, e para explicar a neutralidade da
matéria, Thomson propôs que o átomo fosse uma esfera de carga elétrica
positiva, onde os elétrons estariam uniformemente distribuídos, configurando um
equilíbrio elétrico.
MODELO DE RUTHERFORD
No início
do século XX, o cientista Ernest Rutherford, utilizando a radioatividade,
descobriu que o átomo não era uma esfera maciça, como sugeria a teoria atômica
de Dalton. Surgia assim um novo modelo atômico.
Rutherford
bombardeou uma lâmina de ouro com 10-5 cm de espessura,
envolvida por uma tela de sulfeto de zinco, com partículas α (lê-se:
alfa) provenientes do elemento polônio protegido por um bloco de
chumbo perfurado. Essa experiência revelou que a grande maioria das partículas
atravessava a lâmina de ouro, enquanto outras partículas passavam e sofriam
pequenos desvios, e uma quantidade muito pequena não atravessava a lâmina. O
percurso seguido pelas partículas α foi detectado devido à
luminosidade refletida na tela de sulfeto de zinco.

Modelo de Rutherford (Foto:
Wikicommons)
Comparando
o número de partículas emitidas com o de desviadas, Rutherford deduziu que a
massa da lâmina de ouro estaria localizada em pequenos pontos denominados
núcleos, e que o raio do átomo deveria ser 10.000 a 100.000 vezes maior que o
raio do núcleo, sendo o átomo formado por espaços vazios. A maioria das
partículas atravessou a lâmina por meio desses espaços. A explicação para as
partículasα que sofreram desvios foi dada pelo fato do núcleo
positivo da lâmina de ouro repelir as partículas alfa também positivas. As
partículas que não atravessaram teriam colidido frontalmente com esses núcleos,
sendo rebatidas.
O modelo
atômico de Rutherford concluiu que o átomo era composto por um pequeno núcleo
com carga positiva neutralizada por uma região negativa, denominada
eletrosfera, onde os elétrons giravam ao redor do núcleo.
MODELO
DE BOHR
De acordo
com Rutherford, em um átomo, os elétrons se deslocavam em órbita circular ao
redor do núcleo. Porém, esse modelo contrariava a física clássica, que segundo
suas teorias, o átomo não poderia existir dessa forma, uma vez que os elétrons
perderiam energia e acabariam por cair no núcleo. Como isso não ocorria, pelo
átomo ser uma estrutura estável, o cientista dinamarquês Niels Bohr aperfeiçoou
o modelo proposto por Rutherford, formulando sua teoria sobre distribuição e
movimento dos elétrons. Baseado na teoria quântica proposta por Plank, Bohr
elaborou os seguintes postulados:
I- Os
elétrons descrevem ao redor do núcleo órbitas circulares, chamadas de camadas
eletrônicas, com energia constante e determinadas. Cada órbita permitida para os
elétrons possui energia diferente.
II- Os
elétrons ao se movimentarem numa camada não absorvem nem emitem energia
espontaneamente.
III- Ao
receber energia, o elétron pode saltar para outra órbita, mais energética.
Dessa forma, o átomo fica instável, pois o elétron tende a voltar à sua orbita
original. Quando o átomo volta à sua órbita original, ele devolve a energia que
foi recebida em forma de luz ou calor.

Modelo de
Bohr (Foto: Wikicommons)
O modelo
Rutherford-Bohr apresenta alguns problemas, como por exemplo, ele não explica
por que o elétron apresenta energia constante, não explica as reações químicas,
descreve órbitas circulares ou elípticas ,quando na verdade os elétrons não
descrevem essa trajetória, dentre outras restrições. Ao longo dos anos, foram
realizados muitos estudos em relação à estrutura do átomo levando a criação de
outros modelos, porém o modelo Rutherford-Bohr ainda é o mais difundido no
ensino médio.
Autor:
Camila Salgado de Paula
Fonte:http://educacao.globo.com/quimica/assunto/estrutura-atomica/modelos-atomicos.html
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